as shy as a killer . . violence! posing and faking oil on veins, a picture of you flesh meets steel such beautiful uglyness tears in the rain


"A tênue linha entre comer alguém e ir pra cadeia"


Uma vez li um conto que retratava a vida em uma ilha onde dinossauros humanóides viviam em uma evoluída sociedade de filósofos. Mesmo o mais carnívoro e fodão deles podia ser considerado a epítome do pensador moderno. Certamente te faria pensar por horas - e talvez dias - sobre os assuntos tão sabiamente colocados em pauta, mesmo em meio a carnificina generalizada ou na sagrada hora do cidadão reptiliano defecar um caminhão de bosta. Se porventura ele resolvesse debater amigavelmente a cerca dos mistérios do universo enqüanto copulasse violentamente com a patroa, no problem: mais uma pérola da sabedoria seria entregue aos vis porcos que porventura ali estivessem. Difícil pensar isso ser possível, quando se sabe que a conversa seria prejudicada por tais afazeres domésticos. Afinal, quem conseguiria falar adequadamente esmurrugando a buceta da patroa?

Simples. O segredo de tais répteis é que eles não falavam. Toda a comunicação se processava através da alteração das cores no corpo dos mesmos. Uma vez que se aprendesse a decifrar tais mudanças cromáticas, belezinha: "pode meter ferro na boneca que eu tô seguindo tua linha de raciocínio, garotão!"

O mais próximo que eu conseguia chegar disso na vida real, durante a puberdade, era ficar de pau duro sem a menor vergonha na frente de donzelas e deixar que os sinais transmitissem minha mensagem. A alteração na cor de suas faces era o feedback que eu precisava. Para meu regozijo algumas vezes essa conversa era deveras produtiva, já que eu podia me aproveitar da curiosidade maliciosa de gurias mais velhas em molestar garotinhos.
(uma dessas biscas em questão tinha 20 anos e eu 12. E ela me alisou todinho enqüanto eu meio que praticamente desmaiava de dor de cabeça na casa do meu colega de 6º série, na cama)

Era pá e pum! Pau duro, olhares atentos, cara de sem vergonha: era vai ou racha, sem meio termos, sem meias palavras, sem contratempos. Mas aí eu fui ficando mais velho e a coisa foi se complicando. As moçoilas começaram e esperar eu eu falasse alguma coisa pra testar meu intelecto. Porque vocês sabem, se o cidadão não tem uma chave de carrão balançando nas fuças delas, o intelecto é só o que resta.

(sorte minha é que a chave do portão da minha casa agora parece a chave de um volvo pauladão, no formato e no logo)

Mas falar dá nos nervos, cansa pra caralho. Ainda mais quando se pega uma putinha argumentativa pela frente, disposta a brincar de mind fuck com todas as palavras que tu diz, num claro esforço para se excitar "mostrando" que é sabichona e, por que não, ver o tamanho do pau do cidadão frente a capacidade (ou paciêêêêênnnnciaaaaa) de argumentação do mesmo.

Sinceramente, não recomendo essas fodas. Gasta-se neurônios demais e calorias demais, ambos deveras necessários no momento do coito em si. Socar uma bronha é mais recomendável.

Mas nem tudo está perdido. Como eu já expliquei anteriormente por aqui, o sexo dos jovens adultos com acesso a internet atualmente permite toda uma corte e adulação virtual, com recadinhos e meias palavras mil. Assim o cidadão pode entrar no joguinho das fêmeas empertigadas com mais tranqüilidade e conveniência: mais tempo pra pensar no que dizer e, se a coisa ficar irritante demais, sempre se pode "desligar na cara" da infeliz.
(bate a assopra, infalível)

O melhor exemplo de como se comunicar como os dinossauros supra-citados é chegar na moçoila já calcinada pela trova virtual e corte silenciosa na festa, no fim da noite, quando ela está indo pegar o taxi...e entrar no assento traseiro com ela. E, em meio a troca de olhares, rapidamente colocar a mão entre as pernas, apertando e torcendo levemente a quente e (instantaneamente) molhada bucetinha.

E dizer, com toda a naturalidade do mundo, dentro dos olhos: "E o teu endereço sendo...?"

Garanto que no caminho pro AP dela o motorista vai quase colidir, no mínimo, umas duas vezes, admirando a putaria desenfreada que vai acontecer no banco de trás.

GOT IT, boooooooys?



Yog MARS - 6:02 AM



Das Alles Kommt Mit
(in the afterglow...)
Nur So
(you don't even know my name...honeybee)

Posso não ter viajado muito, e talvez conhecer a Disneylândia com a Tia Yara não seja lá uma grande experiência de vida no exterior, mas tenho lá minha cota experiências com hotéis. Na praia ou na cidade, eles são em suma um local para comer, dormir, cagar e trocar fluidos. Dos mais caros e que servem aspargos com champanhe aos mais mulambentos e infestados de baratas - os meus favoritos, esses últimos - não se engane: são todos iguais. Mesmo que o atendente da noite possa te querer comer vivo com o olhar ele certamente vai te tratar como o mais nobre dos príncipes se tu tiver as verdinhas a mão.

(well, teu/tua acompanhante pode ter as verdinhas também. Em geral eu não tenho um puto tostão.)

Mas com verdinhas ou sem verdinhas, o importante é a companhia mesmo. Esse lance de ir pra hotel sozinho e ter como companhia apenas as baratas e uma bíblia é coisa de filme. E filme setentêra, dos mais Charles Bronson. Jurássico, babe. Já ficou demodê, de-mo-rô. Portanto se estiver de viagem, ospedando-se em alguma taverna, trate de arrumar alguém pra dormir junto. E nem precisa sexo, não; basta atitude.
Companhia ideal é uma moça que seja cowboy, que tenha pegada. Daquelas que, por trás daquele cabelo bem tratadinho e pintado com wellaton 666 "vermelho especial" - coroada com um visual Marlene Dietrich da metrópole - tenha uma bodegueira calçada, verdadeira ode ao roadhouse blues.
Do tipo que mata barata a tapa...e lambe a mão.
E é coisa fácil de se achar. Pelo menos eu sempre achei desde a metade dos anos noventa, quase todas as noites, pelo menos três sagradas candidatas a serem ursinhas de pelúcia. Algo como a Hecate etílica fumegada a tabaco.
(go figure)
Porém algumas vezes foi a alguma delas que me achou antes. E nesse momento, babe, não resta o que se fazer a não ser ir de encontro ao inevitável - e bem vindo - café da manhã de graça. E quis o destino que na metade das vezes que fui seqüestrado de uma festa eu tenha ido parar em um hotel da cidade, me permitindo viver uma noite de bonequinha de luxo em Paris sem nem ao menos sair da terrinha natal. Do Everest ao Plaza São Rafael (uhum, não acredita? azar o teu). Daqueles perto da rodoviária ao Blue Towers Flat.
(esse último tem uma coca cola muito gostosa)
E assim como quando criança, onde eu avaliava a qualidade de um balneário pela qualidade de seus fliperamas, avalio uma foda de acordo com a refeição oferecida depois. Se não for boa, eu praticamente vomito no prato que comi, figurativamente falando - e literalmente de for caso de um porre precedente.
As vezes, em meio ao trés-chiquismo de um Blue Towers Flat eu sentia falta de uma barata...ou de uma bíblia.

E de uma donzela para lamber a palma da mão branca com o sangue gosmento.
(ah, a punheta. Ela sim NUNCA me decepciona.)

Yog MARS - 6:04 AM