It's such a drag to use pontuation correctly in french
(don't ya think the same?)
Todos estão passíveis de passar pela experiência do dejà-vú uma vez que outra, e não é preciso estar sob medicação ou ter enchido o latão com red bull e tequila. Ele vem ao natural, assim, como a brisa de verão ou o arzinho que vem do WC ao se abrir a porta. Ou seja, pode ser uma sensação boa ou ruim - ainda mais se um ataque químico a base de feijões e ovos tiver ocorrido no referido WC. E quem aqui não achou todas as moçoilas na festa a mesma depois de alguns copázios da tal tequila com red bull, esperando na fila do WC? Dependendo da festa isso é bom ruim: em meio a betrada de uma gafieira o nobre leitor desse blog pode sentir-se out of place, mas no carnaval da primavera do Leopoldina Juvenil ele vai desejar pegar o telefone do poodle das nobres donzelas com distúrbios alimentares estudantes do Colégio Anchieta.
(viu? Eu SABIA que vocês todos nunca viram um pobre na vida. Foram todos a Disneilândia com a Tia Iara e acham que conhecem o mundo)
Dejà-vú é bom ou ruim quando se bate punheta para a meeeesma pessoa imaginando a meeeesma cena hard core atroz na mesma semana? Para aqueles que não se entediam facilmente é uma excelente pedida, mas particularmente já prefiro incrementar a bronha um pouco mais, ainda que a protagonista se mantenha fiel as minhas devassidões mentais. Mudo a cor da calcinha, a iluminação do cenário, a quantidade de urina despejada na goela, o aroma das privadas entupidas, essas coisas. Uma mexidinha no cenário ou na intensidade da pegada pode operar mi-la-gres no onanismo nosso de cada dia
(e cada dia, e dia, e dia, e dia, e...)
Esses dias me peguei imaginando uma violência anal com uma ex namorada minha que, nos late days do nosso namorico, resolveu não mais abrir as pernocas. Então desde lá tenho esse desejo reprimido de dar um porrão nela de tequila com tequila e chamar mais um mendigo aleatório na rua pra fazer um double plugging na cidadã. Obviamente ela consentiria com isso, já que na minha pueril fantasia ela sentiria o odor milagroso das fimoses secas do nosso street fighter e ficaria toda assanhadinha.
"Calma, rapazes, eu sou apenas uma", ela diria, enqüanto esvaziava o conteúdo dos escrotos em seus nobres orifícios.
Mas aí lembrei que cada cabeça é uma sentença e, mesmo em meio a meus delírios masturbatórios no coletivo público, o cidadão fimosente poderia muito bem sofrer de ejaculação precoce e ir atacar a geladeira mais cedo do que eu pensava. Muito broxante isso. Ele poderia até mesmo pensar que o convite para "comer uma perereca" fosse literalmente isso, ingerir carne de rã. Who knows?
Me parei a rir frente a hipótese disso acontecer freneticamente dentro do trem, causando rebuliço na moça que insistia em apertas minhas nádegas como se elas fossem mangas na fruteira.
(leve dejà-vù da noite anterior quando, na fila do WC do bar para esvaziar minha bexiga da tequila com tequila e tequila que eu tinha bebido uma nobre representante das colônias me apalpava com suas mãos obesas, sem cerimônias.)
Dejà-vú é na verdade uma questão de semiótica, uma aplicação de Gestalt em nossa mente. A ausência de formas ainda assim constrói uma imagem representativa. Mesmo um borrão na parede, se levemente inclinado a ser uma forma humana vai nos remeter a uma forma humana, tais quais aqueles bonequinhos nas portas dos WCs: ômis pra cá, muiéres pra lá. Ou seja, é só querer.
E a semiótica entra quando aplicamos essa coisinha fofa que é a Gestalt. Não basta o cidadão ser um puta artista pra pegar o pau na mão e esfregar na cara da donzela; ele tem que fazer isso com uma técnica eficiente. Cada caso é um caso. Mas a Gestalt é a mesma.
(Ou GESTAPO, como amigo meu enlouquecidamente riu quando eu expliquei a ele a diferença entre Gestalt e Gestapo. Suas saudações nazistas durante o resto da noite, em meio a lágrimas de alegria, me fizeram acrecentar mais red bull a minha tequila).