as shy as a killer . . violence! posing and faking oil on veins, a picture of you flesh meets steel such beautiful uglyness tears in the rain



Your favourite half-light
(Am I) Your favourite consciousness?
(Am I) Your favourite slave?


fragmentos de um diário em uma metrópole/personagem

4. I'm hanging on your words

Quase uma semana. Não sei precisar os dias, mas sei que já se passou quase uma semana. Sei dizer isso pelo intervalo dos acontecimentos rotineiros na avenida. Pelo número de noites que vejo penetrarem por estas eternamente fechadas venezianas posso dizer que sete dias quase já se passaram. Na manhã seguinte a minha chegada uma pequena bandinha marcial se juntou em frente ao imenso prédio ao nosso lado. Tuba, trompete, clarinete...um ou dois instrumentos percussivos. Alegre chegada.
Agora acredito que a volta de tais músicos será para anunciar em tom jocoso minha perseverança em insistir em antigos erros, just for the kicks of it. Like a trrrrue rrrrussian herrrro.

Nestes últimos quase sete dias não saí mais do apartamento. Sei que minha companhia sim, mas só estou vivo com ela por perto; durante todo o resto do tempo minha mente dorme, meu corpo morre, minhas percepções adulteram o espaço-tempo. Vivo apenas nos entremeios da tua voz, das tuas palavras...da tua risada rouca e de suas frases em tom áspero de palavras doces. Tua suave inocência mesclada a tua ríspida vontade de (sobre)viver. Teu anseio de ir em busca do tempo perdido, de se ver livre das inseguranças que a perseguiram. De calçar os mais altos dos saltos - majestosa! - e PISAR no mundo a teu redor.

(walk all over me, please....mangle my feet, hit me with a stick. All I got is a guitar pick)

Já não tenho mais nada. Só tua voz. E tuas palavras. Tuas declamações de anseios, de paixões não resolvidas, caladas por nossos beijos, abraços e suspiros. Nossa troca de transpiros, nossa renovação adiposa, nossa comunhão química - intensa, abjeta, sublime - em meio a teus pedidos de socorro e tua demonstrações sádicas de (des)afeto.
Tua vontade nada escondida para que eu te guie. Para que eu te alerte.

Tuas demonstrações apaixonadas pela terceira pessoa do singular. E eu aqui tão segunda do plural - mas querendo-te apenas para o "eu"....

Sete dias...perfeição. E porque perfeição? Mesmo em frente a essa minha agri-doce lamúria? Ora, porque:

(segue um longo trecho rasurado)

Yog MARS - 5:37 AM